Equinos

Habronemose Equina

Escrito por: Laila - Publicado em.: 16.10.2022

A Habronemose é uma doença parasitária comum em cavalos no mundo inteiro. A habronema são nematóides gástricos parasitas de equinos. As larvas H. muscae, H. microstoma e Draschia megastoma, são os agentes da habronemose cutânea, também conhecida cutânea. É uma doença  inflamatória que pode ser cutânea e ocular transmitida por moscas. Essa doença causa granulomas ulcerativos que se desenvolvem rapidamente e a cicatrização é muito difícil,  são pruriginosas e doloridas.

O ciclo da habronema começa com parasitas fêmeas adultas que, instaladas em uma parte do estômago do cavalo, libera ovos embrionados, eles são liberados nas fezes do animal infectado. Esses ovos eclodem e são ingeridos por larvas de moscas das espécies citadas acima. Quando a mosca atinge maturidade, essa larva já evoluiu e está na fase infectante. Quando a mosca entra em contato com lesões ou mucosas de equinos, ocorre um ciclo que dá origem à habronemose.

O diagnóstico é feito através da histopatologia e o tecido revela células de defesa em grande quantidade, além de larvas inteiras ou fragmentadas. O controle é bem difícil devido ao grande número de hospedeiros intermediários(mosca), mas o tratamento de qualquer lesão cutânea com repelentes pode ajudar a reduzir a incidência dessas lesões. As características dessas lesões são: cor vermelho acastanhada, presença de grânulos mineralizados, granulação exuberante. Ocorrem principalmente em locais úmidos ou onde o animal não consegue espantar as moscas(face, região medial dos olhos, região medial do abdômen, patas, ancas, pescoço e nos machos pênis e prepúcio). 

As feridas começam como pequenos caroços com erosão no centro e quase sempre acompanhado de tecido de granulação com coceira intensa e rápida piora.Após algum tempo, a lesão se torna um granuloma castanho avermelhado, podendo se tornar fibrosa. As lesões não cicatrizam devido às larvas que não conseguem completar seu desenvolvimento e com isso, mantém o processo inflamatório ativo. No caso da habronemose cutânea o diagnóstico se baseia na observação de sinais clínicos e identificação da larva no raspado de pele ou na biópsia da lesão. Na habronemose conjuntival é feito através da visualização de larvas na conjuntiva junto com a observação dos sinais clínicos, ou durante a necropsia do animal.

O diagnóstico precoce facilita para o tratamento contra a habronemose, uma vez que o tratamento se dá de acordo com a gravidade da lesão ou extensão da doença. Recomenda-se o debridamento cirúrgico ou químico. O objetivo do tratamento é reduzir a extensão da lesão, reduzir o processo inflamatório, eliminar o parasita e reduzir os vetores causadores da doença. A limpeza diária das lesões com antisépticos, uso de antiinflamatórios, antibióticos, pomadas cicatrizantes e vermifugação adequada, sendo a Ivermetctina o tratamento de escolha, são também fatores cruciais no tratamento. Além do tratamento ser obrigatório para todo o rebanho para evitar a reinfecção, mesmo naqueles que não apresentam lesões.

Além da vermifugação periódica a prevenção dessa eternidade se dá pelo manejo higiênico do ambiente com a remoção e limpeza da cama suja e eliminação dos focos de proliferação das moscas, uso de repelentes nos equinos acometidos e a proteção das baias com telas. O tratamento cirúrgico é aconselhado quando as feridas não cicatrizam ou quando os nódulos calcificados interferem na estética ou funcionalmente. 

As informações acima não dispensam a consulta de um Médico Veterinário, apenas ele será capaz de realizar o diagnóstico e tratamento mais eficaz.

Referências:

ALVARES, M. Comparação entre duas técnicas coprológicas para o diagnóstico de habronemose gástrica dos equídeos. 47 f. Dissertação (Mestrado em Medicina Veterinária (Patologia e Ciências Clínicas)). Instituto de Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, 2001.

BELLI C. B.; SILVA L. C. L. C.; FERNANDES W. R. Aspectos endoscópicos da habronemose gástrica equina. Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP, v. 8, n. 1, p. 13-18, 1 jan. 2005.

EL-DEEB, W., LACOB, O., FAYES, M., ELGIOUSHY, M., SHAWAF, T., IBRAHIM, A. Acute phase proteins, interleukin-6, tumor necrosis factor, nitric oxide and oxidative stress markers in horses with cutaneous habronemosis under field condition. Vet Parasitol, 15; 255:20-25. 2018.

FRANDSON, R. D. WILKE, W. L. FAILS, A.D. Anatomia e fisiologia dos animais de fazenda. Fisiologia do sistema nervoso. 6.ed.; Rio de Janeiro. Guanabara Koogan,n. 11, p. 171 – 173, 2005.

PARRA, Marcela A. g.; LIMA, Nélio R.; BAUER, Karolyne M.; DE PAULA, André V.; ALVES, Fabiana. HABRONEMOSE CUTÂNEA EQUINA: REVISÃO DE LITERATURA. HABRONEMOSE CUTÂNEA EQUINA: REVISÃO DE LITERATURA, Revista NBC, ano 2021, v. vol. 11, n. 22, p. 1-7, 22 jun. 2021. Disponível em: https://www.metodista.br/revistas-izabela/index.php/bio/article/view/2282/1214. Acesso em: 3 jun. 2022.

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