Equinos

Mieloencefalite Protozoária Equina ou Bambeira em equinos

Escrito por: Laila - Publicado em.: 05.06.2023

A Bambeira Equina com o nome científico de  Mieloencefalite Protozoária Equina, surgiu no Brasil em 1986.  É uma doença de grande seriedade, pois a infecção se instala no sistema nervoso central do equino e pode levar o animal a óbito.

No Brasil, existem quase 6000 milhões de cabeças, um rebanho considerável, do qual movimenta R $16,5 bilhões e gera 3,2 milhões de empregos. Por esse motivo, é de extrema importância a prevenção de enfermidades que podem gerar um prejuízo para o criador, além do fato que os criadores cada vez mais buscam conhecimento e zelam por uma boa qualidade de vida para os seus animais.

Transmissão 

A mieloencefalite protozoária equina(MEP) ou bambeira é transmitida através do contato do cavalo com as fezes do gambá, por meio de alimentos ou água contaminada por protozoários Sarcocystis neurona, Neospora caninum e Neospora huguesi. Após a ingestão do protozoário, ele penetra nas células do intestino e se desenvolve. Agora, são capazes de atravessar a barreira hematoencefálica e se instalam no Sistema Nervoso Central.

A enfermidade ocorre mais frequentemente a partir dos quatro anos de idade, sendo que já foi descrita em potros jovens a partir de 2 meses e em cavalos idosos de até 19 anos. A infecção se  apresenta em  uma maior proporção na raça Puro Sangue Inglês. 

Sinais 

O aparecimento dos sinais clínicos vai depender da região afetada e do  nível da lesão no Sistema Nervoso Central. A evolução pode ser gradual ou muito rápida. Os equinos apresentam perda de peso muito rápida mas os sinais vitais ficam dentro da normalidade. Os sinais começam com o animal arrastando as pinças e tropeçando, também, é possível perceber uma incoordenação. Se a lesão afetar um neurônio motor inferior da medula espinhal, ele vai apresentar paresia e posição de decúbito. Caso afete os nervos cranianos, resulta em depressão, flacidez, paralisia da língua e ataxia.  É importante lembrar que o sinal vai depender do local da lesão, muitas vezes os animais apresentam convulsões, andam em círculos,ficam em decúbito agudo e pressionam a cabeça contra objetos;

Diagnóstico e Prevenção 

Um bom prognóstico para a doença depende de um rápido diagnóstico. Isso se deve a importância de um bom exame neurológico, adequada interpretação dos sinais clínicos e a realização dos exames complementares. O  hemograma não é diagnóstico para a MEP, mas auxilia na exclusão de outras doenças semelhantes. Mas, a análise do líquido cefalorraquidiano vai auxiliar o clínico a diferenciar se é uma doença neurológica infecciosa ou não. A albumina não é produzida no líquido cefalorraquidiano, portanto, se a concentração de albumina estiverem altas, isso pode significar um aumento da permeabilidade da barreira hematoencefálica que é um indicativo de MEP. 

Para a detecção de anticorpos de Sarcocystis neurona, o teste mais utilizado atualmente é o SAG-ELISA que é preparado com peptídeos recombinantes de antígenos de superfície (rSnSAG2/4/3).A reação em cadeia pela polimerase (PCR) vai confirmar a presença do protozoário identificando o seu DNA. Para o tipo S. neurona não tem se mostrado

efetivo,pois este é destruído rapidamente pelas enzimas do líquido cefalorraquidiano e para o tipo Neospora hughesi pode ser utilizado o ELISA de SAG1 (rNhSAG1). 

A melhor prevenção é manter bloqueado o acesso de gambás ao estábulo e dependências, boa higiene referente ao armazenamento e manipulação das rações dos animais, bebedouros e  cocheiras, requisitando exames e histórico dos novos animais que serão introduzidos na propriedade, pode ser uma prevenção da doença.

Tratamento

O tratamento deve ser aplicado o mais rápido possível, para que aumentem as chances de melhora do animal e é feito através de associações medicamentosas. Atualmente, a mais utilizada é a pirimetamina com sulfadiazina por um período de quatro a seis meses. Além disso, a flunixina meglumina ou fenilbutazona por até 7 dias são os antiinflamatórios eleitos. Por conta da depleção que a doença causa é aconselhável a suplementação com Tiamina, Vitamina E e Ácido Fólico. Existem outros tratamentos alternativos, através de outras medicações e para isso é necessário consultar seu médico veterinário. Vale ressaltar a necessidade de manter o animal isolado durante o tratamento e que mesmo após a melhora, os equinos podem apresentar sequelas.

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